Os dentes de leite podem influenciar o crescimento dos dentes permanentes e desempenhar um papel importante na construção dos dentes permanentes (dentição). Contudo, há ainda muitos pais que acreditam que mais cedo ou mais tarde os dentes de bebé serão substituídos por dentes permanentes e que não importa se são tratados ou não, desde que a criança não grite sobre dores de dentes. Isto é extremamente errado. A doença mais prevalente dos dentes de bebé é a cárie dentária. A cárie dentária causa perda de dentes, seguida de pulpite, inflamação periapical e periodontal do tecido. Quando a infecção da polpa e dos tecidos periodontais é seguida de infecção periapical dos dentes de leite, ou quando a infecção causa cimentação entre as raízes e o osso alveolar, a reabsorção das raízes dos dentes de leite durante o período de dentição pode ser incompleta ou mesmo inexistente, resultando na retenção dos dentes de leite e na erupção desalinhada dos dentes permanentes, levando à ocorrência de má oclusão. Da mesma forma, a perda precoce de dentes de leite não só priva a erupção dos dentes permanentes de uma guia, como também afecta a estética e pronúncia das crianças pequenas, reduz a sua função mastigatória, afecta a digestão e absorção dos alimentos, perturba a função gastrointestinal, leva à desnutrição e ao crescimento retardado. Por conseguinte, é importante tratar atempadamente as doenças dos dentes de leite, uma vez que esta é a única forma de reduzir a incidência de maloclusão na dentição permanente e de facilitar o crescimento e desenvolvimento das crianças.