A obstipação crónica pode provocar cancro?

A obstipação prolongada faz com que as fezes se acumulem no corpo durante muito tempo, o que, com o tempo, pode levar a que algumas toxinas não sejam excretadas do intestino e afetar a composição da flora intestinal, o que pode eventualmente aumentar o risco de cancro. A obstipação prolongada pode estar associada ao cancro. Algumas lesões orgânicas do intestino, como a ocupação de um tumor, podem provocar uma obstipação prolongada nos doentes. Para além das fezes, é claro, os doentes podem sofrer alterações nos hábitos e na forma das fezes, uma condição para a qual a medicação não é eficaz e que pode ser recorrente. O próprio intestino tem uma grande quantidade de flora normal que pode decompor os resíduos alimentares, mas é claro que, em condições anormais, também pode produzir substâncias cancerígenas. A obstipação prolongada impede a excreção eficaz de substâncias nocivas, que podem acumular-se no organismo durante muito tempo e estimular diretamente a mucosa intestinal, podendo levar ao desenvolvimento de tumores. Estudos epidemiológicos demonstraram que a obstipação é a culpada do cancro da mama, com mais hiperplasia atípica da mama e do epitélio ductal em doentes com obstipação. Algumas fontes mostram que cerca de 10% dos doentes com obstipação grave têm cancro do cólon. Em resumo, a obstipação crónica pode não só induzir o cancro, mas também estar associada a uma variedade de outras doenças sistémicas. Por conseguinte, quando a obstipação ocorre, deve ser tratada prontamente e deve também prestar-se atenção à regulação da dieta diária.