A taxa de sobrevivência dos bebés prematuros às 30 semanas, que pode ser superior a 50%, deve-se ao facto de, nesta altura, os órgãos parenquimatosos estarem bem desenvolvidos, de haver menos gordura depositada em todo o corpo e de os pulmões não estarem particularmente bem desenvolvidos. Se, às 30 semanas de gravidez, uma mulher tiver de se submeter a uma cesariana para interromper a gravidez devido a uma rutura prematura dos moldes fetais, a uma placenta abrupta ou mesmo a uma placenta prévia, ou se o útero tiver contracções regulares devido a outras causas e a abertura do útero for suficientemente larga para exigir um parto normal, o feto nascido nesta altura é designado por bebé pré-termo. Devido ao pequeno período de gestação, o feto nasce com pulmões imaturos e baixos níveis de gordura corporal, a sua resistência é particularmente fraca e é frequentemente mantido numa incubadora para sobreviver. Se for deixado a sobreviver naturalmente no mundo exterior, pode muitas vezes provocar pneumonia por aspiração nos recém-nascidos e mesmo outras infecções bacterianas que podem causar a morte do feto, pelo que é necessário colocá-lo numa incubadora. A sobrevivência numa incubadora nem sempre é possível devido à pequena idade gestacional e ao custo, pelo que nem todas as famílias podem pagar por ela. Assim, após as 30 semanas, se as condições o permitirem, o bebé pode ter de ficar na incubadora durante cerca de dois meses para poder sobreviver adequadamente no exterior.