A FIV (Fertilização In Vitro – Transferência de Embriões) é uma técnica em que os óvulos e os espermatozóides são retirados, fertilizados em laboratório, cultivados até ao segundo, terceiro ou quinto dia, consoante o embrião, e depois transferidos para o útero para continuarem a desenvolver-se. O desenvolvimento do embrião após a transferência não é diferente do de uma gravidez natural. É a tecnologia de reprodução assistida mais utilizada no mundo. O conceito de tempo de FIV: FIV é o nome dado a um bebé nascido através de técnicas de reprodução assistida. Na realidade, o bebé está dentro do corpo da mãe desde o momento da conceção até ao parto e cresce apenas durante os primeiros dois dias num tubo de ensaio ou numa placa plana. A ciência da FIV: Um bebé normal desenvolve-se a partir da união de um espermatozoide e de um óvulo no interior do corpo da mulher. Assim, se recolhermos espermatozóides e óvulos normais, será possível combiná-los e desenvolvê-los em determinadas condições laboratoriais fora do corpo? Os cientistas já o fizeram, simulando um ambiente de vida semelhante, completando o processo de fertilização num tubo de ensaio e, em seguida, transferindo o embrião em fase inicial para o corpo da mãe, mas ainda à espera de ver se ocorre uma gravidez. Avanços tecnológicos na FIV: Passámos da espera que o espermatozoide e o óvulo se unam no mesmo tubo de ensaio para o processo aparentemente minúsculo de injeção de espermatozóides no citoplasma do ovócito para completar o processo de fertilização ao microscópio, utilizando técnicas de microinjecção, o que constitui um enorme passo em frente. Originalmente utilizada para tratar a infertilidade causada pela obstrução das trompas, a FIV revelou-se útil em casos de infertilidade devida à endometriose, a anomalias dos espermatozóides (contagem ou morfologia anormais) e mesmo a infertilidade inexplicada. Os estudos revelaram taxas de gravidez de cerca de 40 por cento após um ciclo de tratamento.