Um estudo retrospetivo demonstrou que caminhar rapidamente, andar de bicicleta ou nadar durante 15 minutos por dia pode ajudar os idosos a viver mais tempo. O estudo sugere que mesmo um pouco de exercício pode beneficiar os idosos. O estudo mostrou que apenas 15 minutos de atividade física moderada a vigorosa reduziram a mortalidade em 22% em comparação com os doentes que não fizeram qualquer atividade. Os indivíduos que praticavam exercício moderado durante 75 minutos por semana ou vigoroso durante 150 minutos por semana apresentavam um risco de morte 28% inferior. O Dr. David Hupin do CHU Saint-Etienne, em França, e os seus colegas analisaram um estudo com 122 417 idosos, com idades compreendidas entre os 60 e os 101 anos, dos EUA, Taiwan e Austrália. O estudo avaliou os níveis de atividade física dos participantes e o risco de mortalidade por todas as causas durante 10 anos de acompanhamento. Os investigadores também recolheram dados sobre o estado de saúde dos participantes, doenças físicas ou mentais, peso, colesterol e outros pormenores. Os investigadores utilizaram equivalentes metabólicos (MET) para detetar o gasto de energia ou a “dose” de exercício. O gasto energético em repouso foi considerado como sendo de 1 MET; o exercício vigoroso foi de 6 METs ou mais. A caminhada rápida foi considerada um exercício moderado (3-5,9 METs). O grupo de exercício baixo foi de 1-499 MET-minutos, o grupo de exercício moderado foi de 500-999 MET-minutos e o grupo de exercício máximo foi superior a 1000 MET-minutos. Os resultados revelaram que o grupo que praticava mais exercício (>1000 MET-minutos/semana) apresentava um risco de morte 35 por cento inferior. O estudo também encontrou uma relação curvilínea entre a atividade física e a mortalidade por todas as causas, com os muitos benefícios a parecerem ser um menor risco de morte por doença cardiovascular. A associação entre a atividade e a redução da mortalidade por cancro não foi tão forte, mas a redução do risco foi ainda assim significativa.