No decurso do tratamento clínico, deparamos frequentemente com muitos pacientes que pedem persistentemente aos seus médicos ambulatórios que lhes transcrevam repetidamente a mesma receita durante um período de um mês, vários meses, seis meses, um ano ou mesmo mais. Não se sabe que a formulação de uma prescrição de medicina chinesa é um processo rigoroso e meticuloso. Para além de se ter plenamente em conta o estado actual do paciente, devem também ser tidos em conta factores como as condições sazonais e climáticas. A condição do paciente pode mudar a qualquer momento de acordo com a medicação, a estação e o clima. Quando a condição não corresponde à medicação previamente prescrita, a prescrição precisa de ser revista e ajustada ou alterada a tempo para assegurar que o paciente obtenha melhores resultados com o mínimo de efeitos adversos. Tomar a mesma receita durante um longo período de tempo quando a condição e o ambiente externo mudam pode não só ser ineficaz, mas pode mesmo aumentar a probabilidade de reacções adversas. Tanto a medicina chinesa como a ocidental têm as suas indicações e efeitos adversos, e se forem tomadas cegamente, podem causar a si próprios danos desnecessários.