A circunferência abdominal é a medida da circunferência do abdómen por ecografia, seguindo o plano onde se encontram o fígado e o estômago do feto. O grande perímetro abdominal do feto tem pouco a ver com a retenção da urina e é sobretudo indicativo do desenvolvimento dos órgãos abdominais. Às 37-40 semanas de gravidez, o perímetro abdominal deve situar-se entre 330-370 mm, ou seja, 10-15 mm maior do que o perímetro cefálico. O perímetro abdominal grande do feto pode ser causado por outros factores, como a sobrenutrição, a malformação dos órgãos abdominais, a gastrosquise e a diabetes gestacional. Quando o perímetro abdominal aumenta isoladamente, sem se associar a anomalias estruturais dos órgãos, é geralmente causado por excesso de nutrição. Se a mãe consumir demasiada energia durante a gravidez, o feto pode ficar demasiado grande, o que pode provocar dificuldades no parto e agravar as lesões congénitas. Esta situação exige que as grávidas racionalizem a sua estrutura alimentar e pratiquem regularmente exercício físico, como ioga e caminhadas lentas. Quando uma mulher grávida sofre de diabetes mellitus gestacional, o seu nível de açúcar no sangue é elevado e o feto absorve demasiado açúcar, o que também pode levar a um crescimento excessivo e a um aumento da circunferência abdominal. As mulheres grávidas precisam de controlar o açúcar no sangue, o que pode ser feito começando por ajustar o seu estilo de vida e, se necessário, utilizando insulinoterapia sob a orientação de um médico. No caso de malformação dos órgãos abdominais, fenda abdominal e outras causas de grande perímetro abdominal do feto, a maior parte delas está associada a anomalias cromossómicas, que podem provocar atrasos mentais pós-natais e dificuldades de desenvolvimento, sendo normalmente difíceis de curar, podendo ser necessário interromper a gravidez a tempo.