Sobre a epilepsia primária e secundária

Quando uma pessoa com epilepsia é vista, o médico diagnosticará como “epilepsia primária” ou “epilepsia secundária” no registo médico. Qual é a base para este diagnóstico? Embora a epilepsia seja uma doença cerebral crónica, existem muitas causas complexas. Algumas causas são muito claras, tais como tumores cerebrais, lesões cerebrais traumáticas, AVC, displasia cerebral e infecções intracranianas, e outras perturbações do sistema nervoso central podem causar convulsões, pelo que estes tipos de epilepsia são conhecidos como epilepsia secundária. Contudo, existe também uma proporção significativa de pessoas com epilepsia para as quais a causa das suas convulsões não pode ser encontrada com as investigações actuais, daí o termo “epilepsia primária”. No entanto, pensa-se agora que algumas destas podem ser devidas a mutações genéticas e genéticas, enquanto outras podem ter uma causa oculta, que pode eventualmente ser identificada e descoberta à medida que os testes médicos continuam a desenvolver-se. Por exemplo, em alguns pacientes com displasia cortical focal, a única forma de detectar a lesão é através de ressonância magnética com imagens especiais. Em geral, a epilepsia primária é mais comum em crianças, enquanto a epilepsia secundária é mais comum em adultos e pacientes mais velhos.