A pancreatite crónica é uma lesão benigna que normalmente não afecta a sobrevivência do paciente. Contudo, se não for tratado, pode desenvolver-se em cancro pancreático, o que pode ter um impacto na sobrevivência do paciente. A pancreatite crónica é uma inflamação a longo prazo do pâncreas que altera a estrutura e função normal do órgão. É um processo de doença caracterizado por danos irreversíveis no pâncreas, em oposição às alterações reversíveis da pancreatite aguda. Normalmente, a principal função do pâncreas é produzir enzimas digestivas e hormonas que regulam os níveis de glucose no sangue, pelo que, quando é cronicamente danificado, leva a uma série de reacções na função do aparelho digestivo, fazendo com que os pacientes apresentem sintomas como indigestão, dor abdominal, diarreia e desnutrição, que, quando tratados agressivamente, normalmente não têm impacto na esperança de vida do paciente. Contudo, alguns pacientes que não recebem tratamento atempado podem desenvolver outras condições secundárias, tais como diabetes e cancro pancreático, o que pode ter um impacto na sua sobrevivência. O tratamento actual da pancreatite crónica baseia-se na terapia de controlo conservadora, com medicamentos comummente utilizados como comprimidos de metformina, cápsulas entéricas de enzimas pancreáticas e comprimidos de sulfato de atropina. Deve-se notar que existe uma relação clara entre pancreatite crónica e hábitos alimentares. Os doentes devem proibir o fumo e o álcool, evitar comer em excesso e prestar atenção a uma estrutura alimentar razoável, a fim de evitar uma maior deterioração da doença.