As tecnologias de reprodução assistida incluem a fertilização in vitro e as técnicas de inseminação artificial. Investigadores do Hospital Universitário de Copenhaga, na Dinamarca, referem, na nova edição da revista britânica Human Reproduction, que estudaram 62 000 bebés únicos e quase 30 000 bebés gémeos nascidos através de técnicas de reprodução assistida nos quatro países acima referidos, entre 1988 e 2007, e compararam os seus dados com 362 000 bebés únicos e 123 000 nascimentos naturais durante o mesmo período bebés gémeos durante o mesmo período. Descobrimos que o risco de os bebés nascerem prematuramente tem vindo a diminuir nos últimos 20 anos”, afirmou Henningsson, o especialista que liderou o estudo. Entre os bebés nascidos através da tecnologia de reprodução assistida, as taxas de bebés de baixo peso ou de baixo peso à nascença, de nados-mortos e de mortes prematuras também têm vindo a diminuir”. O relatório refere que o nível de especialização dos hospitais e clínicas dedicados ao tratamento da infertilidade aumentou com o desenvolvimento da tecnologia e a experiência adquirida. Muitos factores conduziram ao nascimento de recém-nascidos mais saudáveis através de técnicas de reprodução assistida. Comentando o estudo, Raquena, especialista do Instituto de Infertilidade de Valência, em Espanha, afirmou sobre as técnicas de reprodução assistida: “Podemos estar completamente confiantes. Não há diferença entre as crianças nascidas através destas técnicas e as nascidas naturalmente em termos de malformações, nascimentos prematuros e baixo peso à nascença”.