A epilepsia infantil pode ser tratada?

A infância é o período mais comum para as convulsões epilépticas, sendo a causa mais comum as convulsões febris, que normalmente param antes dos 10 anos de idade e são auto-curativas sem tratamento; se a epilepsia do bebé for devida a lesões cerebrais orgânicas, como doença cerebrovascular, traumatismo craniano, hipoplasia cerebral congénita ou paralisia cerebral, a cura é geralmente menos provável. Esta doença requer a utilização imediata de medicamentos sedativos, como o diazepam ou o fenobarbital, para controlar as crises, para além do valproato de sódio e da carbamazepina para controlar a progressão da doença. Se a medicação não for eficaz, é necessário recorrer à cirurgia, mas existe um risco de recorrência após a cirurgia, pelo que é necessária medicação oral a longo prazo para manter a doença. Existe também um tipo primário de epilepsia infantil chamado espasmos infantis, que tem um mau prognóstico e pode resultar em morte. Por conseguinte, é importante levar a epilepsia infantil a sério e procurar assistência médica se o seu bebé apresentar perda transitória de consciência, interrupção da fala, palidez e convulsões. Se a criança tiver sido diagnosticada com epilepsia e tiver tido várias crises, é necessário um tratamento imediato para evitar lesões cerebrais convulsivas; se a criança não tiver lesões orgânicas evidentes e a primeira crise não for grave, a medicação pode ser temporariamente dispensada, mas é necessária uma observação atenta.