Objectivo Investigar as características genéticas familiares de pacientes com síncope vasovagal (VVS). Métodos Foi pedido e registado um histórico familiar detalhado de síncope para documentação em 383 pacientes com síncope inexplicável (UPS) que tinham um teste de inclinação de rotina (HUTT). Resultados (1) Uma história familiar de síncope estava presente em 9,4% (36/383) dos pacientes com UPS, dos quais 12,0% (23/191) eram HUTT positivos e tinham uma história familiar de síncope. (2) Havia significativamente mais mulheres do que homens com UPS, com homens com história de síncope tendo um aumento de 18,6% na incidência de síncope masculina nos seus descendentes (parentes de primeiro grau) e mulheres com história de síncope tendo uma proporção de síncope feminina > masculina nos seus descendentes (parentes de primeiro grau). (3) As causas de síncope estiveram presentes em 21,7% (83/383) dos pacientes com UPS e 39,1% (9/23) dos pacientes com um historial familiar de síncope e um HUTT positivo. (4) A taxa de síncope mista foi mais elevada em pacientes com historial familiar de síncope e HUTT positivo do que em todos os pacientes HUTT positivos (34,8% vs 27,7%). (5) Não foi observada diferença entre o sexo e os grupos etários (<18 anos vs ≥18 anos) em pacientes HUTT-positivos com ou sem história familiar de síncope (p>0,05). Conclusão Existe uma predisposição genética para a SVV, especialmente na descendência de parentes de primeiro grau com história de síncope, e factores externos podem contribuir para a ocorrência de síncope.