Diagnóstico diferencial da hiperplasia papilar da língua

Quando se pressiona a língua com um abaixador de língua ou se realiza uma laringoscopia indireta, observa-se tecido linfoide hipertrófico na base da língua, que é granular e cobre a base da língua, simetricamente de ambos os lados ou de um lado. Em casos graves, o tecido linfoide pode cobrir a epiglote e estender-se até ao lado faríngeo para se ligar às amígdalas. Devido à infeção dos gânglios linfáticos nas amígdalas linguais, o diagnóstico de hipertrofia das amígdalas linguais pode ser visto nos abcessos pontilhados branco-amarelados sob a mucosa. Ao exame da orofaringe, um tampão mucopurulento é frequentemente expelido da nasofaringe como resultado de engasgamento. A expressão da criança é dolorosa e o exame com reflectância nasofaríngea ou nasofaringoscopia revela várias massas de tecido linfoide lobuladas com sulcos longitudinais profundos na parte superior e na parede posterior da nasofaringe, nas quais se observam por vezes pus e restos de tecido destacados. Se a proliferação das amígdalas faríngeas for muito grande, a nasofaringe pode ficar completamente preenchida e cobrir a narina posterior. O exame da criança pode ser difícil por palpação (a palpação com o dedo revela massas moles de tecido linfoide no teto e na parede posterior da nasofaringe). Podem ser detectados gânglios linfáticos aumentados no pescoço e no bordo posterior do músculo esternocleidomastóideo, ou nos ramos mastoide e mandibular. Deve ter-se o cuidado de o distinguir dos tumores da faringe da abertura nasal posterior, como o linfossarcoma.