>br />Uma equipa de investigação liderada pelo Professor Hou Wei da Faculdade de Ciências Médicas Básicas da Universidade de Wuhan e pelo Professor Huo Wenzhe do Centro de Experimentação Animal da Universidade de Wuhan descobriu que um tipo de linfócito T que expressa moléculas CD56 tem efeitos anti-HIV. O artigo de investigação foi publicado na edição de Agosto do American Journal of Lymphocyte Biology.
De acordo com Hou Wei, “Os linfócitos T que expressam moléculas CD56” são uma classe de “células ponte” com funções naturais de matança e auto-protecção, e são um componente importante do sistema imunitário natural humano, representando 5%-15% das células mononucleares do sangue periférico. Estudos anteriores apenas encontraram um papel para esta célula nas infecções anti-tumorais e anti-hepatite, mas não encontraram um papel forte contra a infecção pelo VIH.
>br />A equipa descobriu pela primeira vez que as secreções desta cultura de linfócitos T podiam inibir a infecção e replicação do VIH, e que esta actividade era de largo espectro, inibindo tanto as estirpes de VIH conservadas em laboratório como as clinicamente isoladas. A equipa constatou que embora a secreção na cultura de “linfócitos T CD56-expressores” tivesse pouco efeito nos co-receptores da entrada do VIH nas células, reforçava a acção dos factores reguladores do interferão, o que fazia com que os macrófagos actuassem para “combater” o VIH. Além disso, este linfócito T tem a capacidade de reforçar a acção de uma citocina intracelular anti-HIV recentemente descoberta.