Sabia que. A mastite também pode ocorrer durante os períodos sem lactação

Uma mãe na casa dos 30 anos amamentou o seu bebé durante quase 10 meses, há 5 anos. Nos últimos 3 meses, sentiu um desconforto persistente e uma dor ligeira em toda a mama esquerda, e uma combinação de anemia, dor lombar e edema bilateral dos membros inferiores estava presente e era grave. A doente não tinha antecedentes familiares de cancro da mama, não consumia estrogénios, não tinha sofrido traumatismos mamários nem tinha qualquer doença sistémica. Após cirurgia de drenagem minimamente invasiva associada a medicação anti-inflamatória, a doente apresentou boa resposta, com regressão completa dos nódulos mamários, melhoria da anemia e de outros desconfortos clínicos e restabelecimento da saúde. A mastite é comum em mulheres lactantes, mas também pode ocorrer em mulheres não lactantes. Os sintomas clínicos incluem nódulos vermelhos, inchados, quentes e dolorosos nas mamas, que podem ser acompanhados de febre e fraqueza geral. A mastite pode ser causada por uma amamentação inadequada ou por um manuseamento incorreto das glândulas mamárias obstruídas, o que pode levar a uma infeção bacteriana; pode também ser causada por factores dietéticos ou por intervalos prolongados entre as mamadas, o que pode levar a um leite espesso e estagnado. A obstrução simples das glândulas mamárias melhora com a continuação da amamentação e com fisioterapia, como compressas quentes e frias e massagens. No entanto, se a doença evoluir para mastite séptica, deve ser tratada com antibióticos de acordo com as instruções do médico e, se necessário, serão efectuadas drenagens repetidas de abcessos ou cirurgias de incisão e drenagem para erradicar a doença. Esta mulher tem uma doença inflamatória auto-limitada (ou seja, a doença pára quando atinge um determinado ponto e recupera gradualmente). O quadro clínico é o de um abcesso mamário semelhante a um tumor maligno, que evolui para um nódulo mamário inflamatório no espaço de algumas semanas a meses, devendo o diagnóstico ser efectuado com base numa biopsia. A terapêutica anti-inflamatória farmacológica com corticosteróides é a base do tratamento da doença, sendo a excisão cirúrgica utilizada apenas para a drenagem do abcesso e a excisão da lesão remanescente, para um tratamento definitivo e para reduzir o risco de recorrência. Este caso relembra a população que, perante uma mastite que não melhora, é importante consultar um especialista e, se necessário, efetuar um exame invasivo à mama para diagnosticar a causa da doença e curá-la eficazmente.