A toma de anti-inflamatórios afecta o feto?

Alguns antibióticos não têm efeitos adversos para o feto quando utilizados corretamente, mas outros podem ter efeitos tóxicos para o feto, provocando um crescimento intrauterino lento e, em casos graves, malformações. Os antibióticos do grupo das penicilinas e das cefalosporinas, menos tóxicos e geralmente não teratogénicos para o feto, podem ser utilizados para tratar diversas infecções durante a gravidez. No entanto, não devem ser utilizados em grandes quantidades por mulheres grávidas e devem ser utilizados sob a orientação de um médico, com uma análise regular do crescimento e desenvolvimento fetal. Os macrólidos, como a eritromicina, também são menos nocivos para o feto e podem ser utilizados por mulheres grávidas alérgicas à penicilina ou às cefalosporinas, mas tente não utilizar a azitromicina, que pode ser tóxica para o feto através da placenta e pode danificar o feto se for utilizada incorretamente. As quinolonas, os aminoglicosídeos, as tetraciclinas e os antibióticos de sulfa, que são proibidos durante a gravidez, podem penetrar no feto através da placenta e causar perturbações do desenvolvimento fetal e malformações multissistémicas, especialmente no início da gravidez, e podem ter efeitos adversos graves no sistema nervoso e no desenvolvimento ocular, causando atraso mental e deficiência visual no recém-nascido. As malformações fetais causadas por medicamentos são difíceis de curar e, mesmo que possam nascer, não podem ser totalmente recuperadas e têm uma baixa taxa de sobrevivência. As mulheres grávidas devem procurar assistência médica logo que sejam detectadas anomalias fetais após a utilização inadvertida de medicamentos.