Que testes são necessários para a estomatite viral pediátrica?

Quando ocorre uma estomatite infecciosa viral pediátrica, os danos causados à criança começam também com os sintomas habituais, pelo que pode ser difícil diagnosticar a doença. É então necessário um programa de rastreio pormenorizado para confirmar o diagnóstico da doença. Para mais informações sobre os testes da doença, ver abaixo. Para esclarecer o diagnóstico, podem ser efectuados os seguintes testes: a. Análises de sangue de rotina: As análises de sangue de rotina são um dos testes laboratoriais mais básicos na prática clínica. As análises de sangue de rotina incluem os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos, a hemoglobina e a contagem de plaquetas. O sangue de rotina é colhido por picada de agulha do dedo ou sangue terminal do lóbulo da orelha, diluído e depois deixado cair num disco de cálculo especial e depois colocado ao microscópio para contar o número de células sanguíneas. Geralmente é normal, mas alguns podem apresentar um aumento dos leucócitos do sangue periférico. Exame citológico: É feito um esfregaço a partir de uma raspagem do herpes da mucosa da pele e examinado para detetar células gigantes multinucleadas e inclusões eosinofílicas no núcleo. O desenvolvimento da investigação viral está muitas vezes intimamente relacionado com os avanços na cultura viral e nos métodos de deteção, em especial no caso dos vírus de animais com crista, em que técnicas como a inoculação de embriões de ratinho e galinha, a cultura de tecidos, a ultracentrifugação, a eletroforese em gel, a microscopia eletrónica e o imunoensaio tiveram um impacto profundo no desenvolvimento da virologia. O vírus do herpes simplex é mais fácil de isolar e cultivar com sucesso, e muitos métodos de cultura de tecidos podem ser aplicados; é aconselhável tomar fluido de herpes fresco para inoculação. Determinação dos anticorpos séricos: Os anticorpos estão sobretudo presentes no soro do doente através de testes de neutralização, de ligação ao complemento ou de imunofluorescência indireta. V. Alterações histopatológicas: As recidivas apresentam as mesmas alterações patológicas que a infeção primária, predominando a degeneração celular e a necrose. As células epidérmicas sofrem degeneração em balão, degeneração reticular e necrose coagulativa, e a epiderme solta-se para formar bolhas, que são frequentemente unicompartimentais, uma vez que a degeneração em balão é mais pronunciada e ocorre principalmente na base das bolhas. Pode observar-se uma pequena quantidade de degenerescência reticular na parede da bolha, por vezes com núcleos divididos e células gigantes multinucleadas epiteliais. São observados eritrócitos e neutrófilos nas bolhas antigas. São observados corpos de inclusão intranucleares nas células invadidas, que são basófilos e Feulgen positivos nas fases iniciais, mas que se tornam eosinofílicos e Feulgen negativos nas fases posteriores. EEG: O EEG é um teste auxiliar moderno que amplifica e regista a fraca bioeletricidade do próprio cérebro como um gráfico para ajudar a diagnosticar doenças. Não é invasivo para a pessoa que está a ser examinada. Normalmente, não são necessários testes especiais e, se necessário, as crianças com convulsões podem ser submetidas a um EEG ou a outros testes. Se o doente tiver sido submetido a estes testes, terá uma boa noção da exatidão dos resultados dos testes e poderá fornecer uma boa base para o diagnóstico. Por fim, desejamos às crianças um crescimento saudável e uma recuperação rápida!