O que é a encefalopatia hipertensiva?

  A encefalopatia hipertensiva refere-se a uma condição crítica em que há um aumento rápido da pressão arterial, resultando em função cerebral anormal com vários sintomas.  Os pacientes com hipertensão, como a pressão arterial diastólica superior a 100 mmHg e a sistólica superior a 180 mmHg, excedem o limiar de auto-protecção da circulação cerebral, causando hiperperfusão do fluxo sanguíneo cerebral e pressão capilar excessiva, o que pode levar a edema cerebral, produzindo um aumento da pressão intracraniana e mesmo a formação de hérnia cerebral. Sintomas como fortes dores de cabeça, náuseas e vómitos ocorrem, e em casos graves, podem ocorrer condições graves, como coma.  A encefalopatia hipertensiva tem geralmente um início agudo, com os correspondentes sintomas clínicos de aumento da pressão intracraniana manifestado dentro de 6 a 12 horas após uma pressão sanguínea elevada; por exemplo, o paciente terá uma dor de cabeça grave, vómitos por jacto, tonicidade do pescoço, edema de papila óptica, e possivelmente convulsões generalizadas. Casos graves podem também ter a consciência afectada, agitação, sonolência e coma, e pode ocorrer confusão. Em casos graves, o sistema respiratório pode ser afectado, resultando em dispneia paroxística, distúrbios hidroelectrolíticos, e outros sintomas de disfunção cerebral tais como afasia, hemiparesia, hemianopia, apagões, cegueira temporária, etc.  Em conclusão, a encefalopatia hipertensiva é uma doença clinicamente significativa com um início relativamente agudo. Deve ser-lhe dada alta prioridade e pronta atenção médica.