Por alguma razão, as gravidezes ectópicas estão a tornar-se cada vez mais comuns, e muitas vezes as pacientes vêm à clínica ou às urgências com medo de ter uma gravidez ectópica devido a uma pequena quantidade de hemorragia ou a um ligeiro desconforto abdominal. Tal como mencionado no artigo anterior “Onde está a carregar o seu bebé”, é demasiado cedo na gravidez para que a ecografia o localize. Então, que outras ferramentas estão disponíveis para o médico de ultra-sons para identificar uma gravidez ectópica no início? Em primeiro lugar, olhar para o hcg de sangue, o que não é possível num único teste. Se duplicar, então 80-90% das gravidezes são intra-uterinas. Contudo, há alguns casos inesperados: um é quando a semana gestacional é grande e o hcg é superior a 5000 e depois deixa de crescer tão rapidamente. A segunda é que o hcg não duplica tanto quando a gravidez intra-uterina não está a desenvolver-se bem. Também temos de olhar para a progesterona do sangue, se a progesterona for superior a 25ng/dl então 98% do tempo é intra-uterina. Aqui haverá 2-3% de gravidezes ectópicas bem desenvolvidas que terão isto. Em resumo: uma duplicação de hcg a intervalos de 48 horas ou um único nível de progesterona superior a 25ng/dl é indicativo de uma gravidez intra-uterina bem desenvolvida antes da localização do embrião ser visível na ultra-sonografia. Com estas duas ferramentas, é possível procurar sinais de desenvolvimento embrionário e, na maioria dos casos, fazer um diagnóstico mais preciso. É claro que existem excepções a esta regra, pelo que uma observação atenta e uma monitorização dinâmica são essenciais para assegurar uma gravidez segura.