Os doentes com pontes miocárdicas devem evitar a utilização de fármacos inotrópicos positivos, como os digitálicos (digoxina, cediran, etc.), a norepinefrina e a dopamina, bem como os nitratos. A ponte miocárdica refere-se a uma anomalia no desenvolvimento das artérias coronárias, que deveriam correr na superfície do coração, penetrando parcialmente no miocárdio, o que pode levar ao estreitamento do lúmen das artérias coronárias e, consequentemente, à isquémia do miocárdio. Durante a contração miocárdica, o miocárdio comprime as artérias coronárias, agravando a isquémia miocárdica e podendo mesmo levar à oclusão completa das artérias coronárias e ao enfarte do miocárdio. Os fármacos inotrópicos positivos podem aumentar a contratilidade do miocárdio, provocando uma maior compressão das artérias coronárias durante a contração do miocárdio e um maior risco de induzir angina de peito e enfarte do miocárdio, pelo que estão contra-indicados para utilização em doentes com ponte miocárdica. Além disso, devido ao facto de a parte da artéria coronária localizada entre o desenvolvimento do tecido subendotelial do miocárdio ser incompleta, a parede ser fina, o uso de fármacos nitratos, pelo contrário, causará a redução do sangue da artéria coronária, agravando a isquemia miocárdica. Portanto, os pacientes com ponte miocárdica em terapia medicamentosa, deve estar sob a orientação de especialistas para usar drogas, não a auto-medicação, de modo a não causar consequências adversas.