Promoção da ovulação na infertilidade

    Um dos medicamentos utilizados no tratamento da ovulação é o citrato de clomifeno, que tem uma taxa de sucesso clínico acumulado de cerca de 30% e 70-85% das gravidezes nos primeiros três ciclos. O lado negativo é que o clomifeno é susceptível de ser resistente ou ineficaz. Contudo, quer seja resistente ou ineficaz, após 3-6 ciclos de tratamento de ovulação, a etapa seguinte do tratamento de ovulação deve ser continuada. No entanto, em doentes com PCOS, há um debate sobre a utilização de clomifeno ou metformina devido à resistência à insulina. Estudos demonstraram que o uso de clomifeno é superior à metformina na orientação da ovulação e na obtenção de nascidos vivos e que a combinação dos dois não é significativamente superior. Contudo, o uso clínico real do clomifeno depende da situação real, por exemplo, a metformina é mais eficaz em mulheres obesas (IMC maior ou igual a 25). A desvantagem da utilização do clomifeno é que tem efeitos anti-estrogénicos, que podem afinar o endométrio e engrossar o muco cervical, etc. Liang Yujie, Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Hospital Popular Yueqing Outro medicamento é o Letrozole, que pode ser utilizado em doentes resistentes ou ineficazes ao clomifeno. É utilizado desde o terceiro ao sétimo dia de menstruação e a taxa de ovulação e a taxa de fertilidade acumulada estão ao mesmo nível do clomifeno. Nos últimos anos, estudos sobre o letrozol mostraram que este tem efeitos semelhantes ao clomifeno e efeitos adversos baixos, mas as instruções para o letrozol não incluem os efeitos promotores da ovulação, pelo que é importante esclarecer com o doente que é para utilização fora do rótulo e só deve ser utilizado com o consentimento do doente.  Há também uma gonadotropina, HMG, que pode ser usada em combinação com clomifeno mais HMG se o clomifeno não for bem sucedido. Se o HMG for utilizado sozinho, é importante controlar a dose e não exceder 75mg de cada vez, mas sim utilizar doses mais pequenas e gradualmente crescentes. Se forem encontrados mais de 4 folículos maiores que 16mm, tente não utilizar HMG, pois isto tornará o paciente mais propenso à hiperestimulação e a hipótese de hiperestimulação pode ser de 70-80%, levando a um aumento dos folículos, seguido de um aumento do estrogénio e da angiotensina, com consequências adversas tais como fluido pleural, ascite e mesmo trombose. O Director Qiao resumiu precisamente os princípios de utilização do HMG: começar com pequenas doses, aumentar gradualmente, terminar a terapia do HCG em tempo útil e evitar a síndrome de hiperestimulação.  Para tratamento cirúrgico: recomenda-se a perfuração laparoscópica dos ovários (LOD) e após a perfuração, a taxa de gravidez a 6 ciclos está ao nível da utilização de fármacos promotores da ovulação.