Um colo do útero recuado tem pouco efeito no trabalho de parto. Após o parto, o colo do útero sofre duas alterações, o desaparecimento do canal cervical e a dilatação da abertura uterina. Quando a abertura uterina está completa, estão reunidas as condições do canal de parto macio necessárias para um parto normal. Os factores que determinam o trabalho de parto são a força de parto, o canal de parto, o feto e os factores psicossociais. Desde que todos estes factores sejam normais e se adaptem uns aos outros, o feto pode nascer de forma suave e natural através da vagina. As contracções regulares após o trabalho de parto puxam as fibras musculares uterinas e os ligamentos circundantes do endocérvix, enquanto o orvalho pré-natal do feto sustenta o saco amniótico anterior que se projecta para o canal cervical, o que puxa as fibras musculares do orifício endocervical para cima, fazendo com que o colo do útero se aproxime e o parto vaginal se realize sem problemas. Perto da data prevista para o parto, é preciso ir ao hospital para fazer um exame completo, como verificar o tamanho do diâmetro biparietal do feto, a posição da cabeça do feto, se há simetria cefalopélvica, a força das contracções uterinas, se há regularidade das contracções uterinas e o canal de parto. Se estes testes forem basicamente normais, o trabalho de parto pode normalmente ser normal, e a posição do orifício cervical tem pouco a ver com isso. Se houver casos de grande diâmetro biparietal, mau posicionamento, assimetria cefalopélvica, etc., pode não ser adequado para o parto normal, sendo recomendável comunicar com o médico e considerar a hipótese de cesariana.