Muitos doentes desenvolvem fibrilação atrial após oclusão do septo atrial, mas o septo é uma via obrigatória para a ablação do cateter de fibrilação atrial, pelo que a ablação do cateter nestes doentes era anteriormente considerada impossível. Nos últimos anos, utilizando uma combinação das nossas técnicas comprovadas (angiografia de veia cava inferior, localização do local da punção septal RAO, dilatação por balão, etc.), temos sido capazes de realizar com segurança e sucesso a ablação do cateter de fibrilação atrial após a oclusão septal nestes doentes. Não há muita informação disponível sobre o tempo mínimo para realizar a ablação do cateter após a oclusão do septo atrial, mas realizamos estas ablações para a oclusão do septo atrial há mais de seis meses, pelo que nos limitamos aos que têm oclusão do septo atrial há mais de seis meses. O seguinte é um caso de ablação por cateter de fibrilação atrial persistente após a oclusão por pára-quedas de Amplatzer de um defeito do septo atrial em doença cardíaca congénita (Ma Changsheng et al). O procedimento foi o seguinte: (1) Punção do septo atrial sob indicação angiográfica da veia cava inferior, com a bainha de punção do tubo de bainha do septo atrial a não entrar no átrio esquerdo. (2) Dilatação de 4,0 mm de PTCA em balão. (3) Tubo de bainha septal atrial para o átrio esquerdo. (4) A ablação por fibrilação atrial é realizada com um cateter cheio de sal e utilizando uma estratégia de ablação 2C3L. Figura 2 Diagrama CARTO 2C3L estratégia de ablação