OBJECTIVO: Explorar o significado clínico do tratamento toracoscópico do piotórax pediátrico. DADOS E MÉTODOS: Análise retrospetiva de 15 casos de piotórax pediátrico tratados por cirurgia toracoscópica no nosso hospital de janeiro de 2009 a março de 2011, 7 do sexo masculino e 8 do sexo feminino, com uma idade média de 3,3 anos (10 meses a 10 anos e 11 meses). O local de início foi o lado esquerdo em 6 casos e o lado direito em 9 casos. Todos eram secundários a infeção pulmonar. A cultura do pus foi de Staphylococcus aureus ou Streptococcus pneumoniae. Com o lado saudável deitado, foram seleccionados dois ou três trocartes para a operação, tendo sido colocado um toracoscópio na linha axilar média do 7.º espaço intercostal do lado afetado e dois trocartes na linha axilar anterior ou na linha axilar posterior do 4.º ou 5.º espaço intercostal como orifícios de operação. O pus foi aspirado, o tecido necrótico, a membrana de fibrina e o pus foram removidos com uma pinça endoscópica, a fístula broncopleural foi reparada com sutura, a cavidade torácica foi lavada com uma grande quantidade de soro fisiológico morno e, depois de os pulmões terem sido completamente reexpandidos e se ter verificado que não havia fugas de ar, foram colocados um ou dois drenos torácicos fechados. RESULTADOS: Todos os 15 casos deste grupo foram operados com sucesso por toracoscopia, e não houve nenhum caso de toracotomia aberta intermediária. Nove casos de 2 Trocar e seis casos de 3 Trocar foram utilizados, e o tempo médio de operação foi de 160,5 minutos (60 a 210 minutos); a perda média de sangue foi de 33,7 ml (20 a 200 ml), e apenas um caso de criança foi transfundido durante a operação; o tempo médio de manutenção do dreno torácico fechado após a operação foi de 5,7 dias (4 a 14 dias); o tempo médio de retorno da temperatura corporal ao normal após a operação foi de 3,6 dias (1 dia a 13 dias); o número médio de dias de internação pós-operatória foi de (8,8 dias 3 a 18 dias); não houve casos de aplicação de analgésicos no pós-operatório. 15 pacientes não apresentaram complicações como pneumotórax, hemotórax e tórax celíaco. CONCLUSÃO: A cirurgia toracoscópica apresenta as vantagens de menor trauma, drenagem adequada, descolamento simultâneo da pleura espessada, recuperação rápida e menos complicações, sendo a tendência de desenvolvimento do tratamento do piotórax pediátrico.