Devido à fraca resistência das crianças, é fácil contrair algumas doenças e, devido à fraca capacidade de expressão linguística das crianças, é frequente o diagnóstico incorreto de algumas doenças. Por exemplo, a necrose pediátrica da cabeça do fémur. Devido a um diagnóstico incorreto e a um tratamento intempestivo, a necrose desenvolve-se ainda mais e, em casos graves, ocorre a destruição do acetábulo e a deslocação da cabeça do fémur, causando incapacidade. Isto não só nos traz dificuldades no tratamento, mas também traz grande sofrimento para a psicologia da criança, e até afecta a sua vida. Por isso, os pais têm de observar atentamente a tempo de conseguir uma deteção precoce, um diagnóstico precoce e um tratamento precoce. Em primeiro lugar, a necrose pediátrica da cabeça do fémur é mais frequente nos rapazes do que nas raparigas, com uma relação homem-mulher de cerca de 4:1. Ocorre sobretudo em crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 12 anos, sendo a incidência mais elevada entre os 6 e os 8 anos de idade. Ocorre frequentemente em crianças com antecedentes de traumatismo da articulação da anca ou com antecedentes de toma de medicamentos hormonais. A necrose da cabeça do fémur ocorre sobretudo no lado esquerdo, com uma única anca envolvida, e 15% ocorre em ambas as ancas. História familiar de predisposição genética, cerca de 30% dos familiares directos das crianças têm a mesma doença. Atraso no desenvolvimento, a altura é mais baixa do que a das crianças normais da mesma idade. Manifestações precoces de dor na zona da virilha, na parte interna da coxa, na anca, no joelho ou na região lombossacra, dor agravada por caminhadas demasiado longas ou por corridas e saltos, aliviada após o repouso. Espasmos musculares, limitação evidente da abdução e da rotação interna, atrofia ligeira da anca e dos músculos femorais. Linhas glúteas profundas e marcha instável. Na fase tardia, devido à colisão da cabeça do fémur achatada com o acetábulo, produz-se uma abdução “embutida”, acompanhada de frieza dos membros inferiores. Recorda-se aos pais que, quando uma criança apresenta estes sintomas, deve procurar assistência médica precoce para evitar consequências graves.