O humor vítreo é um colóide incolor e transparente, cujo principal componente é a água, cerca de 99%, e os principais componentes moleculares são colagénio esguio e ácido hialurónico hidrofílico. Em condições normais, o vítreo tem poucas células, sem vasos sanguíneos, envelhecimento lento e é altamente transparente. Existem vários tipos de opacidades vítreas: a primeira é congénita, que é um resíduo anormal do desenvolvimento embrionário. O segundo tipo de turvação é endógeno, que é causado pela degeneração do próprio vítreo. O primeiro é um descolamento vítreo posterior com uma fissura vítrea posterior, que é frequentemente vista como uma sombra preta em forma de anel à frente dos olhos do paciente, e é mais comum em pacientes altamente míopes. Todas estas três degenerações têm pouco efeito sobre a visão. O terceiro tipo é a opacidade exógena, que frequentemente afecta a visão e pode levar a lesões no tecido perivitre. Estes incluem: (1) hemorragia vítrea; (2) exsudado inflamatório intravitreal; (3) pigmentação intravitreal; (4) tumores intraoculares; e (5) parasitas intravitreais. O principal sintoma clínico da turbidez vítrea é uma sombra negra à frente dos olhos, frequentemente acompanhada por movimentos oculares. A turbidez vítrea ligeira não afecta a visão, mas a qualidade da visão é reduzida, enquanto a turbidez vítrea severa pode levar à perda da visão ou mesmo à cegueira. Após anos de investigação e prática clínica, existem agora muitos tratamentos disponíveis na medicina ocidental para esta doença. O primeiro é o tratamento anti-inflamatório ou hemostático, seguido da aplicação de iodo, hialuronidase, uroquinase ou cálcio para promover a absorção; fisioterapia, tal como onda ultrassónica, ou ultra-som e iontoforese de iodeto de sódio; e tratamento cirúrgico, tal como vitrectomia para opacidades vítreas graves onde o tratamento conservador falhou. Além disso, a investigação demonstrou que a medicina tradicional chinesa é também eficaz no tratamento da turbidez vítrea.