Os doentes com doenças cardíacas devem estar cientes do estado funcional do seu coração. A avaliação actual da função cardíaca baseia-se num esquema de classificação proposto pela New York Heart Association (NYHA) em 1928, que se baseia na capacidade consciente do paciente de se mover em quatro classes: Classe I: Pacientes com doenças cardíacas cuja actividade não é restrita e cuja actividade geral habitual não causa fadiga, palpitações, dispneia ou angina. Grau II: Os pacientes com doença cardíaca são ligeiramente limitados na sua actividade física, sem sintomas conscientes em repouso, mas pode ocorrer fadiga, palpitações, dispneia ou angina com actividade física geral. Grau III: Os pacientes com doenças cardíacas são significativamente limitados na actividade física, com uma actividade geral inferior ao normal causando os sintomas acima referidos. Grau IV: O doente com doença cardíaca é incapaz de se envolver em qualquer actividade física. Os sintomas de insuficiência cardíaca aparecem em repouso e agravam-se com a actividade física. A classificação da função cardíaca reflecte, até certo ponto, a gravidade da doença cardíaca do paciente. Os pacientes podem fazer uma avaliação preliminar do seu estado de função cardíaca com base nos seus sintomas, para que possam limitar as suas actividades de acordo com o seu estado de função cardíaca, a fim de evitar o aumento da carga sobre o seu coração e causar a ocorrência de insuficiência cardíaca.