Coisas da coluna vertebral: as fracturas ismáticas nem sempre se apresentam com escorregamentos vertebrais?

  Conheci um paciente na clínica que se debatia com este problema há muito tempo; eu tinha estado a “bater” na minha mente, será que ele tinha de ter uma “vértebra escorregadia” para estar satisfeito? Vamos analisar as razões desta consequência!  A fractura istámica é a base para a ocorrência de espondilolistese lombar, e as anomalias na curvatura fisiológica da coluna vertebral são a principal causa da espondilolistese.  A estabilidade da coluna vertebral depende, por um lado, da integridade da estrutura articular óssea da coluna e da forte manutenção dos músculos e ligamentos circundantes e, por outro, da normalização da curvatura fisiológica da coluna vertebral.  Se a curvatura fisiológica da coluna lombar estiver dentro dos limites normais, a gravidade da carga corporal será transmitida da combinação das vértebras lombares e sacrais ao longo da pélvis até aos membros inferiores e até aos pés, evitando assim o possível aumento da carga prejudicial na parte inferior das costas, que de outra forma resultaria num deslizamento da coluna lombar. Caso contrário, isto levaria à espondilolistese lombar.  Portanto, enquanto os músculos e ligamentos em torno da coluna vertebral estiverem a funcionar bem, a curvatura da coluna lombar estiver dentro do intervalo fisiológico normal, e a relação entre as articulações vertebrais estiver em equilíbrio mecânico normal, o deslizamento vertebral não ocorrerá mesmo que haja uma fractura do istmo, razão pela qual enfatizamos a necessidade de restaurar a curvatura fisiológica da coluna vertebral quando se tratam distúrbios da tensão vertebral.  É por isso que salientamos a necessidade de restaurar a curvatura fisiológica da coluna vertebral quando se trata de distúrbios da coluna vertebral.