Se for detectado um aumento da pressão arterial, então são necessárias mais investigações para esclarecer se se trata de hipertensão primária, ou seja, desordem hipertensiva; ou hipertensão secundária. A hipertensão é uma condição em que a causa não é bem compreendida e a principal manifestação clínica é um aumento persistente da pressão sanguínea. A hipertensão secundária, por outro lado, é um sintoma de certas doenças (por exemplo, nefrite, estenose da artéria renal, adenoma adrenal, etc.) e é, portanto, também conhecida como hipertensão sintomática. Os pacientes devem visitar um especialista quando vão ao hospital. Ao falar com o seu médico sobre o seu estado, não se deve limitar aos sintomas que pensa que estão associados à hipertensão, mas dar um relato completo do seu estado físico, recordando, se possível, o horário para o início destes sintomas. Com base na história, exame físico e resultados laboratoriais de rotina, devem ser seleccionados os seguintes testes adicionais em caso de suspeita de hipertensão secundária ou lesão de órgãos-alvo: TAC das glândulas supra-renais, ultra-sons das artérias renais, catecolaminas de sangue e urina, etc. Deve ser realizada uma ultra-sonografia cardíaca em caso de suspeita clínica de hipertrofia ventricular esquerda ou outra doença cardiovascular. O conhecimento deste facto ajudará nas decisões de tratamento. Da mesma forma, a ultra-sonografia vascular deve ser realizada se houver suspeita de doença da aorta, carótida e artéria periférica. Os testes laboratoriais de rotina incluem urina, sódio sanguíneo e potássio; nitrogénio ureico no sangue, creatinina e glicose em jejum; análise lipídica e electrocardiograma.