O tracoma pode ser tratado topicamente e sistemicamente com antibióticos sensíveis e as complicações oculares causadas pelo tracoma podem ser tratadas cirurgicamente. O tracoma é uma doença inflamatória da conjuntiva e da córnea causada pela infecção por Chlamydia trachomatis. Nas fases iniciais do tracoma, a conjuntiva da tampa está congestionada, hipertrofia papilar, hiperplasia folicular e opacificação vascular da córnea. Nas fases finais do tracoma, as lesões da conjuntiva da tampa degeneram em cicatrizes e podem causar uma variedade de complicações oculares tais como entropionagem, olho seco, ptose, ulceração da córnea, turvação da córnea, aderência do bulbo da tampa, obstrução do canal lacrimal e sacite lacrimal crónica, o que pode levar à cegueira em casos graves. O tracoma pode ser tratado dando colírio de levofloxacina quatro vezes ao dia, combinado com colírio de rifampicina ou sulfacetamida de sódio três vezes ao dia e pomada ocular de tetraciclina ou pomada ocular de eritromicina uma vez por noite, com medicação tópica que dura mais de dez semanas. Para o tracoma agudo ou grave, pode ser indicado o tratamento sistémico com antibióticos sensíveis. Para complicações oculares graves, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos tais como entropionagem da tampa, correcção da ptose, libertação do bulbo da tampa, mascaramento da aba conjuntiva e anastomose do saco lacrimal nasal. Em resumo, o tratamento do tracoma requer a administração completa e adequada de antibióticos sensíveis, principalmente medicações tópicas e, se necessário, sistémicas, e cirurgia para tratar complicações oculares graves.