Sabemos que a miastenia gravis é uma doença auto-imune com transmissão deficiente de acetilcolina na junção neuromuscular. O efeito da piridostigmina é apenas aumentar a quantidade de acetilcolina na fenda sináptica, que trata apenas os sintomas mas não a causa, e não toca na patogénese da miastenia gravis: anomalias auto-imunes. Quando o sistema imunitário do paciente foi corrigido pelo uso de hormonas ou outros agentes imunossupressores ou por alterações no corpo, os sintomas clínicos da miastenia gravis melhoraram, a doença já não flutua significativamente e o uso ou não da piridostigmina já não tem impacto nos sintomas, já não vale a pena utilizar a piridostigmina. Nesta altura, a piridostigmina pode ser descontinuada sob a orientação de um médico, altura em que o paciente pode ainda estar a tomar hormonas ou outros medicamentos imunossupressores, que não são contraditórios. Por conseguinte, é inteiramente possível tentar reduzir a piridostigmina ou mesmo pará-la em pacientes mais velhos cujos sintomas de fraqueza muscular são bem controlados. Isto deve, evidentemente, ser feito sob a supervisão de um médico experiente.