OBJECTIVO: Observar a morfologia celular e as alterações citogenéticas durante o tratamento da leucemia promielocítica aguda (LPA) primária e recidivante com tetrasulfureto de arsénio tetrassódico (TATS) e explorar o seu mecanismo de ação. MÉTODOS: Foram aplicados o método de cultura de curta duração da medula óssea, a técnica de hibridação cromossómica fluorescente in situ (FISH) e técnicas morfológicas para analisar as alterações citogenéticas e morfológicas em 13 doentes com LPA primária e 7 com LPA recidivante. RESULTADOS: As alterações dinâmicas da morfologia das células da medula óssea foram observadas consecutivamente em 6 doentes primários e em 2 doentes recidivados, na altura do tratamento primário ou da recidiva e durante o tratamento com TATS, e os resultados mostraram que se observou diferenciação nas células APL da medula óssea de todos os 8 doentes. Do grupo total de 20 casos, 19 apresentaram uma diminuição progressiva das células t(15;17)-positivas durante o tratamento com TATS, o que se correlacionou com a diminuição da percentagem de células APL morfológicas (intervalo de valores r 0,7298-0,9989). 19 doentes com translocações cromossómicas t(15;17)- atingiram uma remissão hematológica completa (RC) após o tratamento, 16 atingiram uma RC citogenética, 1 CONCLUSÃO: A TATS tem um certo efeito na indução da diferenciação em APL primários e recidivados. A remissão hematológica e citogenética pode ser alcançada em doentes com APL primário e recidivado tratados com TATS de agente único. A aplicação da tecnologia FISH para monitorizar as células t(15;17)-positivas pode refletir objetivamente a lei da mudança das células APL.