A maioria dos quistos sublinguais é fácil de diagnosticar: uma tumefação muito mole, azul-pálida, no fundo da boca, com um líquido esticado de cor clara de ovo aspirado por punção. Este líquido de cor clara de ovo, originalmente saliva normal, não é drenado corretamente e acumula-se na área, criando um aspeto de “quisto”. A remoção cirúrgica da glândula sublingual para cortar a fonte é o método clássico tradicional de tratamento dos quistos sublinguais. A remoção da glândula sublingual requer normalmente anestesia geral, o que pode danificar as estruturas adjacentes e levar a adenite submandibular obstrutiva pós-operatória e dormência de metade da língua. Se a ferida sangrar após a cirurgia, pode ser necessária uma reoperação de emergência para estancar a hemorragia. O tratamento simples, em vez de remover a glândula sublingual, é restabelecer a passagem para o derrame de saliva e desviar a saliva acumulada para permitir que o quisto diminua. Como é criada a passagem? — Vários pontos de sutura são passados através do quisto. Não há necessidade de hospitalização, não há necessidade de anestesia geral, não há dor durante o procedimento, o tempo de operação é curto e não há complicações graves. Em alguns doentes, podem ser necessários vários tratamentos repetidos. As suturas são enfiadas e devem permanecer na zona da lesão durante cerca de um mês. Pode haver um ligeiro desconforto durante este período, mas normalmente não interfere com a alimentação normal ou com o repouso. Mesmo que o tratamento não seja bem sucedido, a glândula subungueal pode ser removida por métodos cirúrgicos tradicionais sem agravamento ou atraso. Uma palavra de cautela: a questão de saber se um inchaço na zona do pavimento da boca é um quisto da glândula sublingual e se é possível um tratamento simples ou a remoção cirúrgica da glândula sublingual deve ser explicada por um médico especialista após exame e avaliação.