Dyspnoea como termo médico refere-se especificamente à experiência subjectiva de respiração desconfortável, que engloba vários sentimentos subjectivos de natureza e severidade variáveis. A dispneia surge de uma variedade de factores fisiológicos, psicológicos, sociais e ambientais, e a própria dispneia pode causar respostas fisiológicas e comportamentais secundárias. Os mecanismos fisiopatológicos, tais como o grau de esforço respiratório, estimulação dos quimiorreceptores centrais periféricos, estimulação dos mecanorreceptores dos pulmões e das paredes torácicas, e integração central dos aferentes periféricos causam a percepção de dispneia, incluindo “amplitude e frequência respiratória”, “sede respiratória “, “dispneia associada ao tempo respiratório”, “chiado”. A dispneia emocional refere-se ao “desconforto” e à “resposta emocional” que acompanha a dispneia, e ocorre através de mecanismos relacionados com a emoção, o contexto cultural, a experiência de doença e os traços individuais. O seu significado é alertar o cérebro consciente de que “algo está errado com os seus órgãos periféricos e a sua própria regulação já não é suficiente para o corrigir, o que precisa de fazer”? Estimular uma resposta emocional torna difícil, mobiliza o comportamento adaptativo e até prepara os órgãos motores para correrem para o hospital. No caso da dispneia percebida, o Oriente encontra perfeitamente o Ocidente e não existem diferenças raciais. Em contraste, a dispneia emocional é claramente influenciada pelo contexto cultural, devido à diferente compreensão e expressão do significado emocional entre o Oriente e o Ocidente. Os pacientes descrevem cinco sintomas de dispneia de natureza variável, apontando para as suas alterações fisiopatológicas e emoções negativas. Se o médico estiver atento à linguagem da dispneia do paciente durante a consulta, uma percentagem significativa de pacientes pode ser correctamente diagnosticada e testes laboratoriais desnecessários podem ser evitados. A distinção entre dispneia percebida e dispneia afectiva não só ajuda no diagnóstico e diagnóstico diferencial, como também é importante para tomar as decisões de tratamento correctas para aliviar os sintomas e compreender o impacto da dispneia no comportamento do paciente. Os recentes avanços no campo da investigação da dispneia, tanto a nível nacional como internacional, ilustram brilhantemente o papel do modelo da medicina biopsicológica no avanço do diagnóstico e tratamento da dispneia.