A American Cancer Society espera que o número de novos casos de cancro do pâncreas nos americanos atinja 42.470 e que o número de novas mortes atinja 35.240 em 2009. A nível mundial, de 2000 a 2009, as taxas de incidência e mortalidade do cancro do pâncreas têm mostrado um aumento de ano para ano. A taxa de sobrevivência de 5 anos para o cancro pancreático é de apenas cerca de 0-5%, que foi registada como a mais baixa entre os vários cancros que foram contados. O prognóstico do cancro do pâncreas é pobre e a maioria dos pacientes já se encontra numa fase avançada quando são diagnosticados, sendo os estádios III e IV responsáveis por até 70% dos casos. Isto está principalmente relacionado com a dificuldade de diagnóstico precoce e a baixa taxa de ressecção cirúrgica. Para melhorar a taxa de diagnóstico precoce do cancro pancreático, precisamos de: 1. aumentar a consciencialização do cancro pancreático entre toda a população; 2. aumentar o rastreio dos grupos de alto risco. A aplicação de CT de alta resolução, endoscopia por ultra-sons e PET-CT tem permitido que cada vez mais grupos de alto risco ou pacientes suspeitos sejam diagnosticados correctamente, e o estadiamento preciso do CT pode estabelecer ainda mais o plano de tratamento e determinar o prognóstico; 3. A ressecção cirúrgica é ainda o principal tratamento para o cancro pancreático. Os factores que afectam a taxa de sobrevivência após a cirurgia radical do cancro pancreático são múltiplos, e a recorrência local é um dos factores de influência importantes. A quimioterapia é o principal tratamento adjuvante para casos avançados não previsíveis, e a gemcitabina é agora utilizada como a quimioterapia de primeira linha para o cancro pancreático, tanto a nível internacional como nacional. A terapia medicamentosa com objectivos moleculares tornou-se um ponto quente e uma nova esperança no tratamento do cancro pancreático, incluindo principalmente os inibidores do factor de crescimento endotelial vascular, os inibidores do factor de crescimento epidérmico e os inibidores da epoxigenase-2. Quando um diagnóstico clínico de cancro do pâncreas é estabelecido, é importante não se apressar ao médico. Procurar os serviços de um excelente especialista clínico e ouvir atentamente a sua análise da condição individual do doente, fase da doença, estado sistémico e o seu tratamento recomendado, e depois tomar planos de tratamento e decisões com base no nível de apoio familiar e situação financeira.