Não existe uma correlação direta entre a dor nas bochechas e o desenvolvimento de linfoma, e só em conjunto com um diagnóstico patológico é possível provar a presença de linfoma num doente. A dor nas bochechas pode dever-se ao aumento da glândula parótida ou à fadiga dos músculos da mastigação. Quando a abertura do ducto parotídeo se estreita devido a uma infeção ou a um traumatismo, o líquido segregado pela glândula parótida não pode ser expelido para a boca através do ducto parotídeo e acumula-se na glândula, causando edema, o que resulta na sensação de dor e inchaço. E um dos primeiros sintomas do linfoma é o aumento do pescoço, por isso, quando ambas as bochechas estão doridas, deve observar se há algum aumento em ambas as bochechas e no pescoço. Se a textura dos gânglios linfáticos de ambos os lados for muito dura e houver a possibilidade de um aumento contínuo, e a ecografia constatar que os gânglios linfáticos da parótida ou do pescoço estão obviamente aumentados, deve ser efectuada uma punção guiada por ecografia e, se for detectada a presença de células de linfoma após a biópsia, existe a possibilidade de linfoma. O linfoma é uma doença sistémica. Se tiver sintomas de dor nas bochechas, deve consultar o seu corpo para detetar outros sintomas e desconfortos e, em caso de dúvida, pode submeter-se primeiro a um exame de ultra-sons para descobrir o problema antes de passar à fase seguinte do tratamento.