Em termos médicos, o estrabismo cruzado refere-se ao estrabismo interno, um tipo de estrabismo que é mais prevalecente nas crianças. O estrabismo interno grave pode ser detectado por observação directa. Para um estrabismo menos óbvio, os pais podem iluminar uma tocha na ponte do nariz do bebé e encorajar o bebé a olhar para a tocha; se a mancha reflectora num olho parecer estar no centro da pupila em direcção ao canto exterior do olho, isto indica a presença de olhos cruzados. Se o bebé tiver menos de 6 meses de idade, normalmente não é feita qualquer intervenção; se o bebé ainda estiver com os olhos cruzados após 6 meses, recomenda-se uma visita ao hospital para confirmar o diagnóstico e o tratamento. Os testes específicos são os seguintes: 1. exame básico: perguntar se foi feito tratamento de ambliopia, se existe história familiar, bem como exame de acuidade visual, exame refractivo, e exame externo de rotina do olho, ocular e fundo; 2. exame especializado: inclui duas partes: exame da função oculomotora e exame da função visual binocular. Se o diagnóstico de estrabismo interno for confirmado, será necessário tratamento e correcção, dependendo do tipo específico. Os tipos mais comuns de estrabismo interno adquirido são o estrabismo interno moderado e não moderado, que são tratados principalmente por tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos. A maioria do estrabismo congénito requer cirurgia, enquanto que o estrabismo não modulado com um elevado grau de obliquidade requer normalmente uma correcção cirúrgica. A cirurgia pode ajustar a força dos músculos externos dos olhos e a posição dos pontos de fixação para normalizar a posição dos olhos. Se o estrabismo for moderado, pode ser corrigido com óculos de distância ou bifocais apropriados e a cirurgia não é normalmente necessária.