As taxas de sucesso e de recorrência da ablação por radiofrequência estão intimamente relacionadas com a experiência e proficiência do cirurgião. No final dos anos 80, quando a ablação por radiofrequência foi introduzida pela primeira vez, não só levou 4-8 horas ou mesmo mais, como a taxa de sucesso do procedimento foi baixa e a taxa de recorrência alta. Como esta tecnologia continua a melhorar e os operadores ganham experiência, a taxa de sucesso da ablação por radiofrequência melhorou muito e a taxa de recorrência continua a diminuir. Por exemplo, a taxa de sucesso da taquicardia de fibrilação atrial (taquicardia supraventricular paroxística, síndrome pré-excitação) é de 95% a 99%, com uma taxa de recorrência de 2% a 5%; a taxa de sucesso da taquicardia atrial e do flutter atrial é de 90% a 95%, com uma taxa de recorrência de 5% a 10%; a taxa de sucesso da taquicardia ventricular idiopática é de 90% a 95%, com uma taxa de recorrência de 5% a 10%. A taxa de sucesso do primeiro procedimento para fibrilação atrial paroxística é de 80-85%, com cerca de 20% a requerer um segundo. A maioria das recorrências de ablação por radiofrequência ocorre dentro de alguns meses a um ano após o procedimento. Contudo, mesmo que ocorra uma recorrência, esta não é motivo de preocupação indevida. A maioria dos pacientes será bem sucedida após uma segunda ablação RF.