Este é o parecer do Comité Clínico da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) de 2015 e é equivalente a uma linha de orientação. A doença tubária causa infertilidade em 25-35% das mulheres, sendo mais de metade destes casos devidos a inflamação das trompas. Além disso, grandes estudos descobriram que cerca de 20-30% das mulheres lamentam ter tido uma ligação tubária. É portanto necessário esclarecer as melhores opções de tratamento para pacientes com infertilidade tubária. Dependendo da localização do tubo bloqueado, estão disponíveis várias opções cirúrgicas para recanalisar o tubo ocluído. Os seguintes factores devem ser tidos em conta no aconselhamento de pacientes com infertilidade tubária sobre cirurgia correctiva ou FIV: idade da mulher, reserva ovariana, número e qualidade do esperma no ducto ejaculatório, número de crianças desejadas, localização e gravidade da lesão tubária, combinação de outros factores de infertilidade, risco de gravidez ectópica e outras comorbilidades, experiência do cirurgião, taxa de sucesso do procedimento de FIV, custo e a preferência dos pacientes. Não existem estudos adequados comparando as taxas de gravidez para a cirurgia tubária com a FIV, que tem uma taxa de gravidez por ciclo mais elevada. Em contraste, a anastomose tubária para reversão da esterilização tubária tem uma taxa de gravidez acumulada mais elevada e é mais rentável, mesmo para mulheres com 40 anos ou mais. Para pacientes que não são candidatos à cirurgia tubária correctiva, a salpingo-oophorectomia laparoscópica ou a ligadura proximal das trompas pode ser utilizada para eliminar o efeito prejudicial do derrame tubário nas taxas de gravidez por FIV. As conclusões deste artigo são as seguintes: Há boas (boas) provas para apoiar a histerosalpingografia como opção padrão de primeira linha para avaliar o grau de patência tubária, mas tem uma taxa falso-positiva para o diagnóstico da atresia tubária proximal. Existem provas suficientes (justas) para recomendar a canulação tubária para o tratamento da obstrução tubária proximal em mulheres jovens sem outros factores claros de infertilidade. Para mulheres jovens sem outros factores de infertilidade claros, há provas suficientes (justas) para recomendar a cistoplastia laparoscópica ou a ostomia tubária para derrame tubular ligeiro. Há boas provas para recomendar a salpingo-oophorectomia laparoscópica ou a ligadura proximal para remediar cirurgicamente a hidrosalpinx e assim melhorar as taxas de gravidez na FIV. Existem boas (boas) provas para apoiar a recanalização microcirúrgica das trompas para inverter a ligação das trompas.