Se o tratamento com a dose mais baixa de hormonas inaladas for mantido durante 1 ano e o controlo for conseguido, as actuais directrizes nacionais e internacionais para a asma sugerem que o medicamento pode ser descontinuado para observação. Contudo, há poucas provas de estudos sobre os efeitos da descontinuidade na doença. De acordo com as nossas observações clínicas, a asma pode ser interrompida por diferentes períodos de tempo, que podem ser vários meses ou mais, ou mesmo vários anos, e alguns pacientes podem sofrer exacerbações ou ataques de asma quando expostos a vários estímulos externos. As directrizes actuais também sugerem que se uma exacerbação da asma ocorrer após a interrupção da medicação, esta deve ser reavaliada e o tratamento reiniciado. Os doentes com asma devem aderir ao tratamento a longo prazo porque a asma é uma doença crónica e a base da doença existe sob a forma de inflamação das vias respiratórias e hiperresponsividade das vias respiratórias. Na prática, muitos hospitais não estão equipados para avaliar a inflamação das vias aéreas, e a melhoria da hiper-responsividade das vias aéreas em doentes asmáticos. Se a medicação for reduzida ou interrompida apenas com base na duração do tratamento, uma proporção de doentes pode reverter para a perda de controlo. Portanto, os doentes asmáticos devem comunicar plenamente com o seu médico ao reduzir e parar a medicação e devem ser cuidadosamente avaliados antes de tomarem as medidas adequadas.