O prognóstico é bom para a fase 2 do cancro rectal, que está dividido em dois subtipos: 2A (T3N0) e 2B (T4N0). O tratamento ou não da fase 2 do cancro rectal com quimioterapia depende da existência ou não de factores de alto risco. Os factores de alto risco incluem: hipofracção, obstrução ou perfuração pré-operatória, trombose vascular, invasão nervosa, e menos de 12 dissecções de gânglios linfáticos. A quimioterapia adjuvante pós-operatória é recomendada para a fase 2 combinada com factores de alto risco. No entanto, o regime de quimioterapia adjuvante deve ser combinado com a estabilidade do microsatélite. Se o microsatélite for altamente instável (MSI-H), quimioterapia adjuvante (T3) ou quimioterapia combinada (T4 com factores de alto risco), ou seja, quimioterapia intravenosa combinada com quimioterapia oral, não é necessária. No caso de estabilidade por microsatélite, está disponível a quimioterapia capecitabina oral de agente único. Portanto, se não houver factores de alto risco na fase 2, a quimioterapia pode ser deixada em paz e tem pouco impacto no prognóstico. Contudo, recomenda-se uma revisão regular, uma vez que a fase 2 do cancro do intestino também comporta um risco de recorrência, apenas um risco menor do que a fase 3 do cancro do intestino. Se houver factores de alto risco, a quimioterapia continua a ser recomendada, pelo menos a quimioterapia oral de agente único, que tem menos efeitos secundários e pode também desempenhar um papel na redução do risco de recidiva.