A tuberculose dos gânglios linfáticos cervicais é vista principalmente em crianças e adultos jovens, e pode ser secundária à tuberculose pulmonar e brônquica em 5% dos doentes. Apresenta-se como múltiplos gânglios linfáticos duros, aumentados e de tamanho variável no pescoço. Podem mais tarde aderir ao tecido circundante. Em fases avançadas, podem tornar-se necróticos e liquefazer-se, formando abcessos. Também pode ser seguida de infecção bacteriana purulenta. Um pequeno número de pacientes tem sintomas como febre baixa, perda de apetite e suores nocturnos. O tratamento começa com medicação sistémica anti-tuberculose. Para gânglios linfáticos localizados, grandes e empurráveis, é possível a excisão cirúrgica; para abcessos não rompidos, é possível a punção e drenagem; para trajetos sinusais ou úlceras, é possível a raspagem e drenagem aberta; para infecções secundárias purulentas, é necessária a incisão e drenagem, e depois a raspagem novamente, se necessário, após o controlo da infecção.