[Objetivo] Resumir o tratamento de lesões de desarticulação total dos dedos com vários retalhos abdominais. [Métodos] Desde 2000, foram utilizados retalhos abdominais em 45 casos de lesões de desarticulação total de dedos sem dedos múltiplos, incluindo 10 casos de reparação de tubos aleatórios abdominais, 15 casos de retalho perfurante da artéria umbilical torácica, 12 casos de retalho da artéria ilíaca superficial e 8 casos de incorporação de retalho abdominal. Os retalhos abdominais foram cortados no final do procedimento e foi efectuada a cirurgia de finger-splitting ou de retalho-plastia. [Resultados] Todos os retalhos foram viáveis após a cirurgia, mas 3 casos apresentaram necrose da pele distal após a cirurgia de distração de 3 dedos. O movimento ativo médio das articulações metacarpofalângicas e interfalângicas das mãos afectadas foi de 60% e 30%, respetivamente, no período de seguimento de 5-36 meses. A recuperação sensorial do dedo afetado com nervo residual podia atingir S3, enquanto os outros dedos tinham uma fraca recuperação da sensibilidade fina e podiam segurar objectos. O aspeto das restantes mãos era satisfatório, exceto em três casos em que a pele do terceiro dedo distal estava necrosada e voltou a encurtar, resultando num mau aspeto. [Conclusão] A utilização selectiva do retalho abdominal para a deiscência total do dedo não polegar pode maximizar a recuperação da aparência e da função e continua a ser um método cirúrgico prático, seguro e simples.