Não existem dados de inquéritos sobre as hipóteses de apanhar raiva depois de ter sido mordido por um gato. Contudo, existem dados que mostram que a incidência de raiva após ter sido mordido por um cão portador do vírus da raiva é de 15-30% antes da administração da vacina anti-rábica, e pode ser reduzida para menos de 0,15% se a ferida for devidamente tratada e a vacina anti-rábica for administrada atempadamente. Do mesmo modo, as hipóteses de desenvolver raiva após uma mordida de gato são significativamente reduzidas se a ferida for tratada rapidamente e a vacina contra a raiva for administrada. Após uma mordida de gato, o risco de infecção é real, independentemente das hipóteses de contrair raiva. Uma vez infectada com o vírus da raiva e causadora de morbilidade clínica, a taxa de mortalidade é agora essencialmente de 100%. Por conseguinte, é importante tratar correctamente a ferida e obter a vacinação contra a raiva no prazo de 24 horas, a fim de minimizar o risco de raiva. Depois de enxaguar a ferida, esta deve ser desinfectada com iodophor ou álcool de dentro para fora; para picadas graves, a ferida deve ser tratada posteriormente no hospital e o médico determinará se é necessário imunoglobulina anti-rábica e antibióticos do tétano. Em picadas graves, a ferida terá de ser tratada mais tarde no hospital e o médico decidirá se é necessário imunoglobulina anti-rábica e soro antitoxina tétano.