As doenças que tendem a complicar o descolamento da placenta são doenças maternas como o choque hemorrágico, a coagulação intravascular disseminada, a insuficiência renal aguda e a embolia do líquido amniótico. Existem também perturbações fetais e neonatais, como a restrição do crescimento intrauterino, a restrição do crescimento fetal intrauterino e a asfixia neonatal. 1) Complicações maternas: O descolamento prematuro da placenta pode facilmente provocar hemorragia e, se esta for excessiva, ocorrerá choque hemorrágico, existindo também a possibilidade de coagulação intravascular difusa, caso em que a hemorragia é difícil de corrigir, o que, por sua vez, conduz à falência de múltiplos órgãos. A insuficiência renal aguda também pode ocorrer devido a isquémia renal. Se o líquido amniótico entrar na circulação sanguínea através da superfície do descolamento da placenta, pode também ocorrer embolia por líquido amniótico. 2) Complicações fetais e neonatais: Em consequência do descolamento da placenta, o feto não consegue obter uma nutrição suficiente e pode ocorrer restrição do crescimento fetal. Se a hemorragia for excessiva, o feto sofrerá de privação de oxigénio intrauterino e ocorrerá morte fetal intra-uterina. Mesmo que o feto nasça nesta altura, podem ocorrer complicações no recém-nascido, como asfixia. O descolamento prematuro da placenta é uma complicação grave da gravidez e deve ser tratado imediatamente quando detectado.