Não existem medicamentos que se tenham mostrado eficazes para o tratamento a longo prazo dos fibróides. Não há como negar que alguns medicamentos são utilizados para a gestão pré-operatória. Contudo, até à data, não existe nenhum medicamento internacionalmente reconhecido para o tratamento a longo prazo dos fibróides. Alguns medicamentos, tais como GnRH-a (Norelide, Inhibiton, etc.), Mifepristone e SERM podem ser utilizados para a gestão pré-operatória de fibróides ou para a gestão perimenopausal. Após o pré-tratamento, os fibróides são reduzidos em tamanho e depois é realizada uma intervenção cirúrgica. O objectivo disto é melhorar as hipóteses de cirurgia minimamente invasiva, mas também tem sido relatado na literatura que a cirurgia minimamente invasiva para os fibróides após tal tratamento aumenta a hipótese de fuga do mioma, pelo que a necessidade de pré-tratamento depende da situação clínica específica. Quando olhamos para a confusão doméstica, os fibróides são uma condição comum que pode ser visível em 1/3 das mulheres, poucas têm sintomas, e a maioria delas não precisaria de ser tratada e bastariam controlos e observações regulares. Mas eu compreendo a mentalidade dos nossos pacientes. A maioria deles tem a doença e quer resolvê-la sem cirurgia ou medicação. Acontece que tal mentalidade tem sido explorada por alguns fabricantes e que muitas preparações de medicina chinesa têm sido desenvolvidas na China para tratar os fibróides. Tem de olhar para as informações fornecidas pelos fabricantes, cada um deles é eficaz, caso contrário não há forma de o publicitar, de qualquer forma, as pessoas tomam este medicamento, e não comerão grandes problemas, e o dinheiro, eles não se importam qual é o seu resultado final, de qualquer forma, a maioria deles acaba por parar o medicamento.