A forma mais fácil de saber se uma criança tem miocardite

Não existe uma forma mais simples de determinar se uma criança tem miocardite. A decisão deve basear-se numa análise exaustiva da história típica de infecções anteriores, manifestações clínicas, exames auxiliares e outras informações. Os exames auxiliares mais comuns incluem o eletrocardiograma, o teste do marcador de lesão miocárdica, o ecocardiograma e o teste do índice inflamatório não específico. Pode suspeitar-se de miocardite em crianças quando estas apresentam sintomas prodrómicos de infeção, como febre, dores musculares, muitas vezes acompanhadas de palpitações e aperto no peito, 1 a 3 semanas antes do início da doença. Devem dirigir-se atempadamente ao hospital e, sob a orientação do médico, o diagnóstico deve ser esclarecido através da combinação com exames auxiliares. O diagnóstico de miocardite pode ser considerado quando há alterações de ST-T e vários tipos de arritmias no eletrocardiograma; aumento da creatina quinase miocárdica e da troponina nos testes de marcadores de lesão miocárdica; câmaras cardíacas aumentadas ou atividade anormal da parede ventricular nos ecocardiogramas e/ou diminuição da função sistólica ou diastólica do ventrículo esquerdo, confirmada por testes de função cardíaca nuclear; e marcadores inflamatórios inespecíficos elevados, como a velocidade de hemossedimentação, a proteína C-reactiva e outros indicadores de inflamação miocárdica. O diagnóstico definitivo da miocardite depende da biópsia endomiocárdica, que, por ser invasiva, não é habitualmente realizada por rotina em doentes com doença ligeira. Quando se suspeita que as crianças têm miocardite, devem dirigir-se atempadamente a um hospital normal e não devem fazer juízos cegos por si próprias, pois isso pode afetar o seu estado.