Os principais agentes patogénicos que causam miocardite fulminante são os vírus, como os enterovírus (especialmente o coxsackievírus do grupo B), os adenovírus, os vírus da gripe e os EBV.
Isto deve-se ao facto de os vírus poderem causar danos directos no miocárdio. Os vírus também podem danificar o miocárdio em conjunto com a resposta imunitária do organismo. Para além disso, existe uma variedade de citocinas e danos no miocárdio mediados por NO e lesões microvasculares. Todas estas alterações podem afetar a estrutura e a função do tecido do miocárdio.
Os surtos de miocardite começam com febre, mal-estar, corrimento nasal, dor de garganta, tosse e diarreia. A isto pode seguir-se falta de ar, dispneia, aperto ou dor no peito, mal-estar extremo e uma diminuição acentuada do apetite, que pode ser agravada pelo trabalho físico ou mesmo por desmaios. Alguns doentes podem desenvolver rapidamente insuficiência cardíaca esquerda aguda ou choque cardiogénico, com manifestações de estase da circulação pulmonar ou de choque.
A miocardite fulminante de início súbito e de rápida progressão, com elevada mortalidade precoce, deve ser diagnosticada e tratada precocemente. As principais medidas terapêuticas incluem tratamento antiviral com paramivir combinado com aciclovir ou ganciclovir, e tratamento imunomodulador com glucocorticóides e gamaglobulina em doses elevadas. Os demais incluem monitoramento rigoroso e manutenção da estabilidade circulatória.
Por isso, é necessário procurar tratamento médico assim que houver suspeita de miocardite fulminante, para evitar atrasos.