Perguntas mais frequentes sobre pacemakers

  P: O que é um pacemaker?  R: Um pacemaker é na realidade constituído por duas partes. Estes são o gerador de impulsos e os cabos de estimulação (alguns sistemas usam um cabo enquanto outros requerem dois). O gerador de impulsos controla o ritmo de estimulação e actua como o “cérebro” do sistema. Não emite comandos quando o próprio ritmo cardíaco é rápido, mas uma vez que o seu próprio ritmo cardíaco cai abaixo da frequência do ritmo cardíaco, o gerador de impulsos emitirá comandos. O chumbo de estimulação entra no coração a partir da veia e liga o gerador de impulsos ao coração, que actua como uma “linha telefónica” para o coração, transmitindo comandos para os átrios e ventrículos.  P: Quando é que preciso de um pacemaker?  R: O coração humano é uma “bomba” constituída por tecido muscular especial que bate aproximadamente 100.000 vezes por dia. O coração tem um pacemaker natural, o nó sinusal, que actua como um centro de comando e envia sinais ao coração para se contrair. Ao mesmo tempo, o coração tem uma “linha telefónica” para transmitir comandos – o sistema de condução do coração. O nó sinoatrial envia sinais eléctricos que viajam através do sistema de condução para os átrios e ventrículos, provocando a sua contracção. Certas patologias (por exemplo, doença arterial coronária, miocardite, etc.) podem causar o mau funcionamento do ‘centro de comando’ ou ‘linha telefónica’ do coração, atrasando ou mesmo parando as contracções do coração. Isto pode causar fraqueza, vertigens, perda temporária da consciência e mesmo condições de risco de vida. Nesses casos, um pacemaker é a melhor opção, pois substitui o seu “centro de comando” ou “linha telefónica”, dando comandos e transmitindo-os aos átrios e ventrículos, permitindo que o coração se contraia em ritmo normal. É claro que os pacemakers também podem tratar e prevenir muitas outras doenças.  P: O procedimento é complicado?  R: A implantação de um pacemaker é um procedimento muito comum hoje em dia e requer apenas um anestésico local. O médico entrega o pacemaker no local certo do coração através de uma veia. Após testar que o chumbo está a funcionar bem, o médico liga o pacemaker ao chumbo, faz uma pequena incisão na testa e depois coloca o pacemaker debaixo da pele. Todo o procedimento demora cerca de 1-2 horas.  P: O que devo esperar após o procedimento?  R: No período pós-operatório precoce (dentro de 24 horas) o paciente deve deitar-se na cama e movimentar-se com moderação. Após três dias, aumentar gradualmente o nível de actividade. Os pontos são normalmente retirados entre 1 semana e cerca de 10 dias após a operação, por favor não tomar banho durante este período. Informe imediatamente o seu médico se houver qualquer vermelhidão, inchaço, calor, dor ou exsudação, especialmente se tiver febre. Evitar movimentos bruscos e rápidos do braço durante algumas semanas após o procedimento para evitar a queda dos eléctrodos.  P: É possível fazer exercício depois de o pacemaker ter sido colocado?  R: Pode basicamente viver e trabalhar como uma pessoa normal após a colocação do pacemaker e não há necessidade de se preocupar demasiado. Durante 1-3 meses após a operação, geralmente não há qualquer obstáculo ao exercício, mas deve-se evitar exercícios demasiado vigorosos e exercícios como flexões perto do local de implantação do pacemaker.  P: Posso utilizar aparelhos eléctricos depois de o pacemaker ter sido instalado?  A: Aparelhos domésticos normais, tais como TVs, telefones, fornos microondas, secadores de cabelo, computadores, etc. não afectam o pacemaker, mas o pacemaker é afectado por forças magnéticas. Por favor, não coloque objectos magnéticos, tais como ímanes ou dispositivos de terapia magnética perto da área onde o pacemaker está incorporado (os dispositivos de terapia magnética podem ser utilizados com segurança noutras partes do corpo). Se experimentar uma sensação anormal quando estiver perto de um dispositivo eléctrico, deixe o dispositivo imediatamente e o seu pacemaker retomará o funcionamento normal.  P: Posso utilizar um telemóvel depois de o pacemaker ter sido colocado?  R: Os telemóveis interferem com o pacemaker e não devem ser colocados num bolso perto do pacemaker. É geralmente seguro manter o telemóvel acima dos 30 cm do pacemaker, por exemplo, segurando-o perto da orelha do lado oposto àquele em que o pacemaker está enterrado quando se fala. Se sentir quaisquer anomalias físicas (tonturas, pânico) ao utilizar o telefone, pare imediatamente de o utilizar e as anomalias físicas serão removidas.  P: O transporte terá um efeito sobre o pacemaker?  R: É seguro viajar de carro, comboio, navio e avião depois de o pacemaker ter sido colocado. O equipamento de segurança do aeroporto não afecta o pacemaker, mas como o pacemaker é de metal, deve mostrar o cartão de implante do pacemaker ao pessoal do aeroporto. Além disso, não coloque a carroçaria perto do motor quando o capô do carro estiver aberto.  P: Devo mandar verificar regularmente o meu pacemaker após a implantação?  R: É essencial verificar regularmente como o pacemaker está a funcionar e se está adaptado às suas necessidades. O seu médico irá normalmente pedir-lhe para vir ao hospital na segunda semana após a alta para verificar como a ferida está a cicatrizar e deverá ser acompanhado cada um a três meses depois. Este seguimento deve ser intensificado quando o pacemaker está a atingir o fim da sua vida. Contacte também o seu médico se houver quaisquer anomalias. Como certos dispositivos médicos como a ressonância magnética e a electrocirurgia podem afectar o pacemaker, é importante que diga ao seu médico que tem um pacemaker no momento da sua visita. Emitimos um cartão de acompanhamento de pacemaker a cada paciente que tem um pacemaker colocado, por isso, por favor tragam-no convosco durante a vossa visita.  P: O que é a programação do pacemaker?  R: Os pacemakers actuais são bem concebidos e as condições de funcionamento do pacemaker (ou seja, parâmetros de pacemaker), tais como frequência de pacemaker, tensão, etc., podem ser ajustadas fora do corpo. Na visita de acompanhamento, o médico pode utilizar uma máquina chamada “programador” para obter informações sobre o funcionamento do pacemaker de forma não invasiva e adaptar os parâmetros às necessidades do paciente de modo a melhor se adequar às suas necessidades. A isto chama-se “programação”. O processo é tão indolor e conveniente como o controlo remoto de um aparelho de televisão.  P: Quanto tempo dura um pacemaker?  R: A duração da bateria de um pacemaker varia de acordo com o estado da doença e o tipo de pacemaker. A bateria não se esgota repentinamente e a frequência definida pelo pacemaker diminui para o tempo de substituição, pelo que por vezes é possível prever isto verificando o pulso. É claro que se deve acompanhar mais de perto quando está perto de ser substituído. Para além da bateria esgotada, outras partes do pacemaker também têm uma vida útil, pelo que recomendamos que substitua o seu pacemaker após este ter atingido o fim da sua vida útil para sua segurança.  P: É possível recarregar a bateria do pacemaker depois de este ter sido esgotado?  R: Não, não é possível. Na situação actual, os pacemakers devem ser substituídos depois de terem chegado ao fim da sua vida. Se o chumbo estiver em boas condições de funcionamento, a substituição é simplesmente uma questão de cortar a cápsula do pacemaker e substituí-la por um novo gerador de impulsos. Se o chumbo for testado para ser defeituoso, deve ser implantado um novo pacemaker como para a primeira colocação do pacemaker.  P: Porque tenho de tomar medicação depois de o pacemaker ter sido colocado?  R: O pacemaker assegura que o ritmo cardíaco não desça abaixo do ritmo de estimulação, mas não cura todas as doenças cardíacas, tais como doenças coronárias e batimentos prematuros. Portanto, o seu médico pode pedir-lhe que continue a tomar alguns medicamentos depois de o pacemaker ter sido implantado, a fim de tratar a condição cardíaca subjacente.