As principais arritmias ventriculares incluem assistolia ventricular, taquicardia ventricular, flutter ventricular e fibrilação ventricular. A apresentação clínica depende do tipo de arritmia ventricular e da gravidade do estado do paciente. Se for apenas assistolia ventricular e for de natureza episódica, pode não haver desconforto em geral. Os pacientes com assistolia ventricular frequente podem experimentar sintomas tais como ataques de pânico e aperto torácico. Contudo, se ocorrer taquicardia ventricular, os sintomas são frequentemente mais graves e o paciente pode experimentar hipotensão, falta de ar, angina de peito, diminuição do débito urinário, ou mesmo síncope transitória. A fibrilação ventricular é um dos tipos mais graves de arritmia ventricular. Quando este tipo de arritmia ocorre, o paciente pode sofrer convulsões, perda de consciência, paragem respiratória, ou mesmo paragem cardíaca súbita e morte. Para batimentos ventriculares episódicos prematuros, não é frequentemente necessário um tratamento específico e os pacientes são aconselhados a ter um ECG ambulatorial para avaliar a arritmia geral durante um período de 24 horas. No caso de contracções ventriculares prematuras frequentes, recomenda-se a medicação oral, como mexiletina ou cortisona, bem como uma combinação de medicamentos chineses à base de ervas, como pastilhas estabilizadoras do coração e cápsulas de ginseng. Os pacientes com taquicardia ventricular paroxística frequente devem ser tratados precocemente com medicamentos anti-arrítmicos. Quando os medicamentos orais não são bem controlados, podem ser combinados com medicamentos sedativos antiarrítmicos. Para além do tratamento, a causa da arritmia deve ser identificada e a doença primária tratada a fim de melhorar a assistolia ventricular. As causas clínicas das arritmias ventriculares incluem cardiomiopatia, isquemia miocárdica, distúrbios iónicos, doenças da tiróide e anemia.